Ads 468x60px

Pages

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sobre duas rodas

 Andar de bicicleta é padrão, todo mundo anda, principalmente quando se é jovem.
 Eu nunca fui um cara de grandes destaques em esportes, sempre fui aquele que era um dos primeiros a serem escolhidos para o time, não importava qual fosse o jogo, mas não porque eu era muito fera, e sim porque eu nunca mandei realmente mal em nada. Com excessão da bicicleta.
 Claro que eu andava normalmente de bike por ai, saltava pequenas rampas improvisadas, mas nada além disso.
 Lembro de descer o morro da Scharlau sem freio e gastar toda sola das havaianas tentando parar. Lembro de descer o mesmo morro, porém pelo lado onde existe uma lomba de chão batido coberta por saibro. Lomba essa que já quase em seu final (portanto onde a velocidade era mais alta), tem uma curva, e que se tu seguir reto nessa curva cai em uma valeta bem funda. O Lula sabe bem, pois já caiu nela. Mas hoje o foco são as minhas cagadas.
 Lembro que quando criança, disputava corridas com todos amigos. Lembro do Ronaldo me empurrar em uma dessas disputas, fazendo com que eu caísse de cara no muro de minha própria casa. Lembro de inúmeras quedas, vezes por acidente mesmo, e vezes por falta de habilidade.
 Pois é, a bicicleta pra mim, sempre foi algo que eu gostasse, porém não dominasse. Eu sou para a bicicleta, como aquele cara que ninguém escolhe pro seu time é para o futebol. Joga, mas joga mal.
 Quando eu tinha em torno de 10 anos de idade, avistei fumaça vindo de um certo ponto do bairro. Curioso como toda criança, peguei minha "magrela" e sai ao encontro do incêndio. Era um sábado de chuva fina, aquela que não chega a te molhar por completo, mas é o suficiente para deixar a rua deslizante. Entao sai em disparada, e em frente ao bar do Calsing (quem é da Scharlau sabe do que estou falando), tive que freiar rapidamente pois um carro estava prestes a cruzar na minha frente, o problema foi que freei só a roda da frente. Agora me diz por que alguém freia só a roda da frente??? Tem que ser muito burro!
Então, freei só a roda dianteira, fazendo com que meu corpo fosse projetado para frente, por cima da bicicleta, batendo com minha partes intimas no avanço e caindo no chão, me "ralando todo".
 Quem estava no bar até poderia ter me ajudado, mas seria impossível assistir aquela cena tosca e não rir. Acho que foi por isso que tive que levantar sozinho e empurrar minha bicicleta de volta até minha casa.
 Teve uma vez que eu cai, e não sei como, mas alguns dentes da coroa da bicileta cravaram no meu pé, e eu tenho essa cicatriz até hoje. Mais parece que o Wolverine cravou as garras no meu pé.
 E a vez do lixo? Ah, a vez do lixo.
 Sabe Deus o motivo, mas estava eu pilotando a bike com o Vinicius de pé na carona, apostando corrida com o Lula pilotando sua bicicleta, e (se não me engano) o Aurélio de pé em sua carona. Estávamos lado a lado em uma calçada. Só que na nossa frente havia uma lixeira no meio do caminho. Se eu passasse do mesmo lado que o Lula, era possível que acontecesse um acidente, e se eu passasse do outro lado, que era bem mais estreito, era possível que eu ultrapassasse o Lula. Então resolvi passar pelo "outro" lado. Só que eu não avisei o Vinicius, que colocou o peso do seu corpo pra lado contrário de onde os meus planos apontavam, fazendo com que batêssemos de frente na lixeira. Eu cai no chão, pois a lixeira era alta. Já o Vinicius, ele voou sobre a lixeira, caindo alguns metros adiante.
 Resultado, eu cortei o pé, e sai com algumas outras escoriações . O Vinicius teve algumas "esfoladas" pelo corpo. E o Lula ganhou mais um historia para debochar da minha cara por toda eternidade.



Memória refrescada ao ver minhas cicatrizes no pé.
Assumido por: Maicon Wallauer

1 intromissões:

Taís Montipó disse...

Bah... essa da lixeira é mundial!!! Queria ter visto!!!

Postar um comentário